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Agricultura no Brasil: os desafios socioeconômicos e espaciais

Agricultura no Brasil: os desafios socioeconômicos e espaciais

Quer saber quais são os próximos desafios para a agricultura no Brasil? Acompanhe o nosso conteúdo especial sobre o tema!

O mundo está em constante transformação e, para se manter ativo no mercado, é preciso se reinventar. Isso vale para todos os segmentos, inclusive, para o agronegócio. E uma forma de investir nas ações certas, é entender os acontecimentos do passado e estar sempre atento ao futuro.

Pensando nisso, a Embrapa lançou o documento “Visão 2030: o futuro da agricultura brasileira”, que mostra os desafios do agronegócio para os próximos anos. Dentre eles, podemos destacar as mudanças socioeconômicas e espaciais, já que, desde a década de 1950, o país vem passando por inúmeras migrações rurais — e o fenômeno aumentou ainda mais com a globalização!

Ficou interessado em saber mais sobre as tendências da agricultura no Brasil? Continue a leitura e descubra mais sobre o assunto!


Os movimentos migratórios ao longo do tempo

Da década de 1950 até os anos 1990, o país passou por uma série de movimentos migratórios rurais. Segundo levantamento realizado pela Embrapa, um em cada três brasileiros deixou para trás a sua moradia e se mudou para outra região. Dito isto, podemos destacar três, dos principais movimentos, relacionados à área rural no Brasil. Veja:


Do Nordeste para as cidades

Entre 1960 e 1980, 30 milhões de pessoas saíram do Nordeste e migraram rumo aos grandes centros urbanos e cidades com amplos polos industriais, como é o caso de São Paulo.


Com destino à Amazônia

O período de 1970 foi marcado por muitas migrações para a Amazônia. A razão é simples, já que, na época, havia muitas oportunidades de trabalho agrícola e de mineração do ouro. Os principais destinos desse movimento foram as rodovias BR-230, BR-010 e BR-364.


Ao Cerrado Brasileiro

Com o desejo de encontrar terras maiores e por valores mais baixos, muitos agricultores sulistas, na década de 1980, intensificaram uma caminhada ao Cerrado Brasileiro. O movimento começou no Oeste do Paraná, passando por Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso.

Em 1990, tais produtores foram para a região Norte do país, no Pará e, também, para o Leste, na Bahia. Com essa mudança, a produção de grãos no país, como a soja, aumentou significativamente.


Como os movimentos migratórios impactaram a agricultura

Como você já deve imaginar, os impactos causados pelas mudanças de produtores agrícolas e demais trabalhadores foram muito significativos para a agricultura no Brasil.

Para se ter uma ideia, o movimento dos agricultores sulistas em direção ao Cerrado Brasileiro teve uma grande influência no desenvolvimento do chamado arco produtivo de grãos (milho e soja) na região central do país, atingindo localidades como Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia.

O mais interessante desse último movimento é que, diferente dos demais, estes agricultores migraram com capital e o desejo de comprar terras e investir nas novas tecnologias da agricultura. Isso fez com que as regiões de Goiás e Mato Grosso aumentassem, e muito, as suas produções. Inclusive, essas localidades consideram superar tradicionais cidades do ramo agrícola.

Quer um exemplo? Em 1996 os estados do Sul e Sudeste eram aqueles que lideravam o ranking de produtores no país. Graças ao sistema migratório, esse cenário mudou. No ano de 2016, somente Minas Gerais apareceu entre essa seleção, enquanto Mato Grosso continua na liderança. Interessante!

 

As tendências para os próximos anos

Sem dúvida, os movimentos migratórios são capazes de influenciar não somente o mercado atual, como também, o futuro. Hoje em dia, e com o objetivo de aumentar os seus lucros, os produtores caminham em direção aos polos produtivos em busca de terras e novas oportunidades de negócios.

Para os próximos anos, a tendência é que esse deslocamento ainda exista em direção à região central do Brasil e do Nordeste. As cidades que mais apontam no panorama para os próximos anos são: Tocantins, Pará e Rondônia.

Além disso, há duas novas fronteiras agrícolas que chamam atenção dentro do cenário nacional. São elas:

Sealba

Abrange as regiões da Bahia, Alagoas e Sergipe. Ao todo, são 5 milhões de hectares e que contam com Mata Atlântica e Caatinga. Os principais diferenciais são:

  • Ótima localização para o plantio e a colheita da soja;
  • É possível contar com terminais portuários marítimos nas três regiões que abrangem a área;
  • A Sealba possui amplas bacias leiteiras;
  • Há usinas de biodiesel na região.

Matopiba

Engloba terras de estados como o Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia. Todas as regiões encontram-se em processo de ampliação de área plantada. Conheça os diferenciais:

  • Conta com áreas extensas e planas;
  • O seu solo é muito produtivo, com água e clima adequados para o plantio e a colheita;
  • Entre 2016 e 2017, Matopiba produziu 20,5 milhões de toneladas.

As previsões para os próximos anos do agronegócio no Brasil são realmente muito promissoras. E agora que você já conheceu mais sobre os desafios socioeconômicos e espaciais desse segmento, que tal conhecer mais sobre a GeoAgri e os seus serviços especializados? Dê uma olhada no nosso site e fique por dentro!

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A Geo Agri Tecnologia Agrícola, localizada em Ribeirão Preto, está no mercado há 19 anos e foi pioneira em Agricultura de Precisão. Contando com um departamento de suporte técnico bem estruturado e profissionais altamente qualificados para atender com pontualidade e eficiência os seus distribuidores e clientes, a Empresa possui também um laboratório técnico para a manutenção dos equipamentos.